Por Márcio Proença
Carioca, pianista de formação clássica pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maíra Freitas transita com excelência do samba ao choro, além de outras vertentes não só da música brasileira, mas também do universo jazzístico, primando pela qualidade poética, melódica e instrumental. Estudou com os mestres: Maria Teresa Madeira, Luis de Moura Castro e Cristóvão Bastos. Apresentou-se em diversos festivais de música erudita, cursos e master classes no Brasil e exterior, ampliando contatos com professores de renome nacional e internacional. Sua primeira participação como cantora foi no disco de Martinho da Vila, "O poeta da cidade" (Biscoito Fino/2010), dedicado às canções do poeta de Vila Isabel, Noel Rosa (1910-1937), conferindo à clássica "Último desejo" uma nova releitura. Em seu disco, onde aglutina no repertório obras de mestres da nossa canção, Maíra se lança também como uma ótima intérprete. A artista afirma que a idéia do disco é mostrar mesmo quem é Maíra e, por ser seu primeiro álbum, quer levar ao público o universo musical da pianista, compositora e intérprete que é, além de apresentar músicas que julga ser de suma importância para a sua formação clássica e popular. Para ela tudo veio acontecendo sem muitos planos e quando viu já estava cantando em um disco de Martinho da Vila, consequentemente sendo convidada por Olívia Hime para gravar um álbum solo. Três de suas composições provam que a pianista sabe dialogar com sua criatividade e bom-humor. São elas: "Alô?", a instrumental "Se joga" e "Corselet". Ainda entre as inéditas está "As voltas" (Qinho/Vitor Paiva), na qual há a participação do cantor e compositor carioca Qinho, que realiza um duo ao lado de Maíra.
Leia a entrevista na íntegra com Maíra Freitas no Sombaratinho clicando aqui
Nenhum comentário:
Postar um comentário